O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva, conhecido como "Marquinho" (PL), foi afastado de suas funções na manhã desta terça-feira (7) por ordem judicial. A decisão partiu da operação "Pão e Circo", deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em conjunto com a Polícia Civil.

A investigação visa apurar supostas irregularidades na contratação de artistas para eventos realizados em 18 municípios catarinenses. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Prefeitura de Governador Celso Ramos, na Câmara de Vereadores, e nas residências do prefeito e do vereador Pedro Augusto (Republicanos).

Com o afastamento de Marquinho, o município será administrado pelo vice-prefeito Aldir Dourival Rosa (Di) até que a Justiça conclua o caso. O afastamento do prefeito representa o desdobramento político mais significativo da operação, que também resultou na prisão do empresário José Clemir Spinelli, apontado como o articulador de um esquema de fraude em licitações na área de eventos.

Segundo o Ministério Público, a investigação aponta para a existência de um cartel formado por empresários do setor de eventos. Este grupo é suspeito de ter estruturado e implementado um esquema para fraudar licitações municipais, com o objetivo de eliminar a concorrência, manipular preços e dominar o mercado de contratação de shows, incluindo artistas de renome nacional. A operação também apura casos de pagamento e recebimento de propina, além de lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos ilegalmente.

Ao todo, a operação "Pão e Circo" cumpre 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, sendo 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul. As medidas judiciais foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), dada a existência de pessoas com foro por prerrogativa de função entre os investigados.